Violino

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sábado, 6 de dezembro de 2014


Aprendizagem e intervenção educativa no "facebook"

Sistemas Educativos: Organização e Avaliação - Universidade Aberta
 

Foi lançado o desafio pelo docente da unidade curricular a exploração de mais uma ferramenta (rede social facebook) e onde os e-alunos puderam discutir conceitos, e debater as suas leituras feitas sobre indicações dadas pelo docente.

Livros e textos consultados:

MONTEIRO, A., MOREIRA, J. A., ALMEIDA, A. C. & LENCASTRE, J.A.  (Orgs.) (2012). Blended learning em Contexto Educativo: Perspectivas Teóricas e  Práticas de Investigação. Santo Tirso: Defacto Editores

Narciso Damásio dos Santos Benedito

CENTRALIZAÇÃO DE SISTEMAS EDUCATIVOS E  AUTONOMIA DOS ACTORES ORGANIZACIONAIS.

Processos colectivos de interpretação das orientações centrais

 

A EVOLUÇÃO DA ECONOMIA E DO EMPREGO.
NOVOS DESAFIOS PARA OS SISTEMAS EDUCATIVOS NO DEALBAR DO  SÉCULO XXI. Roberto Carneiro

 

Sistemas Educativos: princípios orientadores. Maria Ivone GASPAR (Universidade Aberta)

 

Das várias temáticas que foram debatidos deixo aqui o fulcral das intervenções.

Blending learning

Existem várias definições, mas é resultado de  uma aprendizagem de vários métodos, técnicas e instrumentos, com modelos que combinam do on-line com o offline dai a sua termo inglês "misturar". Há momentos onde os alunos estudam isoladamente (mas não sozinhos) de forma virtual, com outros (colaboração) em que a aprendizagem ocorre de forma interativa, sendo valorizada a interação entre pares e entre professor e aluno (comunicação síncrona e assíncrona). A utilização de uma plataforma institucional, de TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação), de outras plataformas sociais e de aulas presenciais são instrumentos para uma educação que visa, participar, facilitar e partilhar. A constante atualização e o envolvimento de várias abordagens pedagógicas em espaços diferentes são facilitadores de aprendizagens atuais e para o futuro. No entanto esse compromisso (aprendizagem)envolve a  responsabilidade de ambas as partes(alunos e professores) para o processo ensino-aprendizagem.

Foram focados vários modelos inspiradores de docência, destaco no entanto dois:

                O modelo Garrison que proponha a criação de uma comunidade "comminity of inquiry", envolvendo a interação de três componentes na aprendizagem: Cognitiva (construção de significados), social (partilha)e de ensino(a união dos dois componentes anteriores).

                O modelo de Salmon tem por foco o papel do professor no ambiente de blended learning, onde deverá "promover o acesso, gerar motivação, facilitar a interação social, participar na troca de informações de forma a mediar o processo de construção de conhecimentos, que será responsável pelo desenvolvimento integral do estudante".

Em suma, blended learning  é um casamento (compromisso) de várias sistemas de ensino (misto/presencial e à distancia), com recurso a vários instrumentos de comunicação e de recursos sendo valorizados pela tecnologia (computador, internet, produtos multimédia, aplicações Web, entre outros. Através de pedagogias socio-construtivistas  e à abundancia de ambientes, espaços, ferramentas e metodologias.

 

Se houvera quem me ensinara, quem aprendia era eu | José Morgado | TEDxL...


domingo, 2 de novembro de 2014

Tendências evolutivas das sociedades contemporâneas


Tendências evolutivas das sociedades contemporâneas e ao modo como interpelam a Educação

e os sistemas Educativos.

 

            É inequívoco que a sociedade contemporânea tem os seus alicerces na interatividade entre os indivíduos e as novas tecnologias de informação e comunicação, são facilitadores desse pulsar de partilha, é nessa dinâmica social que estão as bases da socialização moderna. Em suma o acesso e difusão da comunicação pelo computador, amplia e estimula o conhecimento nas áreas sociais, económicas, culturais e politicas. Segundo Acioli (2007) baseia a sua teoria do conceito de redes no âmbito da sociologia, antropologia, informação e comunicação.

            Para se perceber o dia de hoje, teremos que entender/compreender que a sociedade se vem transformando, passando por marcos históricos (Sociedade Agrícola; Sociedade Industrial e a sociedade pós-industrial), todas elas vieram a moldar a sociedade atual.

            Da invenção da prensa de Gutenberg (1450), ao nascimento das academias de ciências e sua institucionalização e crescimento no séc. XX, são fatores preponderantes, além das Grandes Guerras Mundiais que vieram contribuir na proliferação do conhecimento. Mas foi na segunda metade do séc. XX que se deu o grande desenvolvimento económico nos países mais desenvolvidos que veio criar desequilíbrios nas sociedades e maiores desigualdades entre países. A própria sociedade na visão de Lévy (2001) não estava preparada para essa conexão, o fim das fronteiras, a unificação das culturas, a inteligência coletiva na economia das ideias.

            O que hoje se chama globalização foi o culminar de dois movimentos. Segundo Mattelart (2002) O Iluminismo com o movimento democrático e o Liberalismo e o Mercantilismo universal, vieram culminar num conjunto de transformações políticas e económicas e por sua vez numa desigualdade económica, social e cultural. Segundo Boaventura (2002, p. 26) outras transformações mundiais são concomitantes, tais como:

[...] o aumento dramático das desigualdades entre países ricos e pobres e, no interior da cada país, entre ricos e pobres, a sobrepopulação, a catástrofe ambiental, os conflitos étnicos, a imigração [...].

            Houve uma emergência de preparar e modificar mentalidades capazes de processar toda a informação e de capacitar o individuo com competências intelectuais e cognitivas. Os sistemas educativos tiveram que se moldar e adaptar face a estes novos desafios. A formação das pessoas foi um pilar importante nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento, no entanto ainda é uma pequena parcela onde os países menos desenvolvidos não têm acesso a essa educação. As próprias mulheres só muito tardiamente acederam à educação e à participação ativa na sociedade, que veio atrasar e trazer lapsos/lacunas no desenvolvimento coletivo.

            Na necessidade emergente de dotar a humanidade com ferramentas para o seu desenvolvimento surgiu o "conceito de educação básica para todos".

            O ensino básico em Portugal foi estabelecido pela Lei de Bases do sistema Educativo (LBSE) de 1973, para o ensino primário e o preparatório, com uma duração total de oito anos, aos quais correspondia a escolaridade obrigatória, no entanto com o 25 de abril de 1974 nunca chegou a ser totalmente aplicada. Só em 1986 (Lei n.º46/86 de 14 de outubro) a LBSE o ensino básico passou a três ciclos, com uma duração de 9 anos.

            Foi com a educação básica que se implementou as modificações e que permitiram dotar as pessoas de instrumentos intelectuais para o desenvolvimento da sociedade.

            Os grandes desafios surgem na coesão e compreensão mútua entre os vários agentes educativos. A imposição formal dum modelo único pode vir castrar ou limitar o desenvolvimento pessoal do individuo. É urgente nas palavras de RAMOS, C. (2007) " evoluir no sentido de privilegiar mais a imaginação, a criatividade, a comunicação, o trabalho em equipa, entre outros aspetos que normalmente não são tão trabalhados e desenvolvidos por se dar prioridade, na maioria das vezes, ao conhecimento em abstrato."

            O trabalho do relatório para a ÛNESCO (Delors 1996) refere quatro aprendizagens fundamentais para o séc. XXI. Os quatro "pilares do conhecimento: aprender a conhecer, isto é adquirir os instrumentos da compreensão; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas; finalmente aprender a ser, via essencial que integra as três precedentes" (Delors, 1996)

 

            É com o futuro no horizonte que se espera um sistema educativo mais flexível, com capacidades de se adaptar às mudanças do individuo, da sociedade e do mundo. O caso Português ainda está longe dos resultados esperados. " O problema não parece residir na falta de recursos financeiros, mas sim ao nível da organização, onde problemas como a falta de estabilidade dos programas e dos corpos docentes, a escassa participação das famílias, entre outros, atuam como fatores bloqueadores do sistema. Neste momento parece existir uma fratura entre a sociedade e o sistema educativo, devida em grande parte aos fracassos evidentes dos sucessivos ensaios de novas soluções e ao cansaço e descrédito público daí resultante." (RAMOS, 2007)

            A sociedade ainda vai ter que se reinventar, e é com a participação de todos e com o contributo de todos os agentes educativos que se poderá atingir os padrões desejáveis em prol de uma sociedade ativa nesta "aldeia global".

  

REFERÊNCIAS

 


ACIOLI, S. Redes sociais e teoria social: revendo os fundamentos do conceito. Informação & Informação, Londrina, v. 12, n. esp., 2007. Disponível em: <http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/1784>. Acesso em: 27 outubro de 2014.


LÉVY, P. A conexão planetária: o mercado, o ciberespaço, a consciência. http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/geografia/article/viewFile/6679/6026 Acesso em: 27 outubro de 2014.
MATTELART, A. A globalização da comunicação. 2. ed. Bauru, SP: EDUSC, 2002. 191 p.
RAMOS, C. (2007)  Aspetos contextuais dos Sistemas Educativos
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/1784/1520 Acesso em: 27 outubro de 2014.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_b%C3%A1sica. Acesso em: 27 outubro de 2014.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Ken Robinson: Escolas matam a criatividade? [completo, legendado português]


Sejam bem vindos,

Este portefólio (blogue) é uma etapa da minha aprendizagem. Foi pedida pela unidade curricular de sistemas Educativos do mestrado de supervisão pedagógica e prossupõe ser uma ferramenta de trabalho e posteriormente lúdica. Um ponto de encontro de amigos, colegas e curiosos.
Comente, lance dúvidas ou dê-me noticias sobre os temas à volta da educação.