Sejam bem vindos, Este portefólio (blogue) é uma etapa da minha aprendizagem. Foi pedida pela unidade curricular de sistemas Educativos do mestrado de supervisão pedagógica e prossupõe ser uma ferramenta de trabalho e posteriormente lúdica. Um ponto de encontro de amigos, colegas e curiosos. Comente, lance dúvidas ou dê-me noticias sobre os temas à volta da educação.
Violino
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
domingo, 2 de novembro de 2014
Tendências evolutivas das sociedades contemporâneas
Tendências evolutivas das sociedades contemporâneas e ao modo como
interpelam a Educação
e os sistemas Educativos.
É
inequívoco que a sociedade contemporânea tem os seus alicerces na
interatividade entre os indivíduos e as novas tecnologias de informação e
comunicação, são facilitadores desse pulsar de partilha, é nessa dinâmica
social que estão as bases da socialização moderna. Em suma o acesso e difusão
da comunicação pelo computador, amplia e estimula o conhecimento nas áreas
sociais, económicas, culturais e politicas. Segundo Acioli (2007) baseia a sua
teoria do conceito de redes no âmbito da sociologia, antropologia, informação e
comunicação.
Para
se perceber o dia de hoje, teremos que entender/compreender que a sociedade se
vem transformando, passando por marcos históricos (Sociedade Agrícola;
Sociedade Industrial e a sociedade pós-industrial), todas elas vieram a moldar
a sociedade atual.
Da
invenção da prensa de Gutenberg (1450), ao nascimento das academias de ciências
e sua institucionalização e crescimento no séc. XX, são fatores preponderantes,
além das Grandes Guerras Mundiais que vieram contribuir na proliferação do
conhecimento. Mas foi na segunda metade do séc. XX que se deu o grande
desenvolvimento económico nos países mais desenvolvidos que veio criar
desequilíbrios nas sociedades e maiores desigualdades entre países. A própria
sociedade na visão de Lévy (2001) não estava preparada para essa conexão, o fim
das fronteiras, a unificação das culturas, a inteligência coletiva na economia
das ideias.
O
que hoje se chama globalização foi o culminar de dois movimentos. Segundo
Mattelart (2002) O Iluminismo com o movimento democrático e o Liberalismo e o
Mercantilismo universal, vieram culminar num conjunto de transformações políticas
e económicas e por sua vez numa desigualdade económica, social e cultural. Segundo
Boaventura (2002, p. 26) outras transformações mundiais são concomitantes, tais
como:
[...] o aumento dramático das
desigualdades entre países ricos e pobres e, no interior da cada país, entre
ricos e pobres, a sobrepopulação, a catástrofe ambiental, os conflitos étnicos,
a imigração [...].
Houve
uma emergência de preparar e modificar mentalidades capazes de processar toda a
informação e de capacitar o individuo com competências intelectuais e
cognitivas. Os sistemas educativos tiveram que se moldar e adaptar face a estes
novos desafios. A formação das pessoas foi um pilar importante nos países
desenvolvidos ou em desenvolvimento, no entanto ainda é uma pequena parcela onde
os países menos desenvolvidos não têm acesso a essa educação. As próprias
mulheres só muito tardiamente acederam à educação e à participação ativa na
sociedade, que veio atrasar e trazer lapsos/lacunas no desenvolvimento
coletivo.
Na
necessidade emergente de dotar a humanidade com ferramentas para o seu
desenvolvimento surgiu o "conceito de educação básica para todos".
O ensino básico em Portugal foi
estabelecido pela Lei de Bases do sistema Educativo (LBSE) de 1973, para o ensino
primário e o preparatório, com uma duração total de oito
anos, aos quais correspondia a escolaridade obrigatória, no entanto com o 25 de
abril de 1974 nunca chegou a ser totalmente aplicada. Só em 1986 (Lei n.º46/86
de 14 de outubro) a LBSE o ensino básico passou a três ciclos, com uma duração
de 9 anos.
Foi com a educação básica que se
implementou as modificações e que permitiram dotar as pessoas de instrumentos
intelectuais para o desenvolvimento da sociedade.
Os grandes desafios surgem na coesão
e compreensão mútua entre os vários agentes educativos. A imposição formal dum
modelo único pode vir castrar ou limitar o desenvolvimento pessoal do
individuo. É urgente nas palavras de RAMOS, C. (2007) " evoluir no
sentido de privilegiar mais a imaginação, a criatividade, a comunicação, o
trabalho em equipa, entre outros aspetos que normalmente não são tão
trabalhados e desenvolvidos por se dar prioridade, na maioria das vezes, ao
conhecimento em abstrato."
O
trabalho do relatório para a ÛNESCO (Delors 1996) refere quatro aprendizagens
fundamentais para o séc. XXI. Os quatro "pilares
do conhecimento: aprender a conhecer,
isto é adquirir os instrumentos da compreensão; aprender
a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente; aprender a viver juntos, a fim de participar e
cooperar com os outros em todas as atividades humanas; finalmente aprender a ser, via essencial que
integra as três precedentes" (Delors, 1996)
É com o futuro no horizonte que se
espera um sistema educativo mais flexível, com capacidades de se adaptar às
mudanças do individuo, da sociedade e do mundo. O caso Português ainda está
longe dos resultados esperados. " O problema não parece residir na falta de recursos financeiros,
mas sim ao nível da organização, onde problemas como a falta de estabilidade
dos programas e dos corpos docentes, a escassa participação das famílias, entre
outros, atuam como fatores bloqueadores do sistema. Neste momento parece
existir uma fratura entre a sociedade e o sistema educativo, devida em grande
parte aos fracassos evidentes dos sucessivos ensaios de novas soluções e ao
cansaço e descrédito público daí resultante." (RAMOS, 2007)
A
sociedade ainda vai ter que se reinventar, e é com a participação de todos e
com o contributo de todos os agentes educativos que se poderá atingir os
padrões desejáveis em prol de uma sociedade ativa nesta "aldeia
global".
REFERÊNCIAS
ACIOLI, S. Redes sociais e teoria
social: revendo os fundamentos do conceito. Informação & Informação,
Londrina, v. 12, n. esp., 2007. Disponível em: <http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/1784>.
Acesso em: 27 outubro de 2014.
LÉVY, P. A conexão planetária: o
mercado, o ciberespaço, a consciência. http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/geografia/article/viewFile/6679/6026
Acesso em: 27 outubro de 2014.
MATTELART,
A. A globalização da comunicação. 2. ed. Bauru, SP: EDUSC, 2002. 191 p.
RAMOS, C. (2007) Aspetos contextuais dos Sistemas Educativos
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/1784/1520
Acesso em: 27 outubro de 2014.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_b%C3%A1sica.
Acesso em: 27 outubro de 2014.
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